Na noite do dia 10 de novembro, o livro "O Tempo e o Rio Grande nas imagens do Arquivo Histórico RS" recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura 2012, na categoria especial.
Publicada pelo Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS), instituição da Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com o Instituto Estadual do Livro (IEL) e a Maestra Comunicação e Cultura, a obra é resultado do trabalho de pesquisa do AHRS e sua equipe técnica, sob a organização de Rejane Penna, historiógrafa da instituição. A obra, concebida por Luiz Carlos da Cunha Carneiro, tem projeto gráfico de Clô Barcellos, planejamento cultural de Simone Lersch e foi patrocinado pelo Banrisul, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Com 168 páginas, a publicação reúne mais de 200 imagens do acervo do Arquivo Histórico, desde o século XIX até a contemporaneidade. Estão presentes as fotografias mais significativas e exclusivas que, junto a textos de renomados pesquisadores, contam a passagem do tempo sob diferentes contextos de crises, mudanças e permanências. As imagens selecionadas contemplam quatro temas principais: antepassados, espaços/natureza, sociabilidade e luta/política.
Há 23 anos, os Correios contribuem para que muitas crianças brasileiras enxerguem um Natal mais colorido. Por meio da campanha “Papai Noel dos Correios”, cada cidadão pode promover a felicidade da garotada.
O projeto reúne cartas de meninos e meninas com até dez anos de idade, em situação de vulnerabilidade social, que contenham pedidos de presentes para a data natalina. Disponibiliza essas correspondências para que pessoas, empresas ou entidades realizem os desejos dos remetentes.
Além disso, escolas selecionadas pelas secretarias municipais e estaduais de educação também podem participar enviando cartas dos alunos que estão matriculados até a 5ª série do ensino fundamental. Em 2011, cerca de 27 mil cartas foram adotadas pelos gaúchos.
Foto: Divulg. Memorial
A campanha depende de dois tipos de voluntários:
- Padrinhos: São pessoas, empresas ou entidades interessadas em adotar cartas, ou seja, atender os pedidos que as crianças fazem ao Papai Noel e doar os presentes.
- Ajudantes: Leem, cadastram e selecionam milhões de cartinhas. É uma atividade não remunerada.
Os interessados em atender os pedidos dos pequenos sonhadores de Porto Alegre e Região Metropolitana podem se dirigir ao Espaço Térreo do Memorial do RS. Até 22 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e nos sábados, das 9h às 12h, o local está preparado para recepcionar a solidariedade.
Foto: Divulg. Memorial
Depoimentos de padrinhos
– Essa é a primeira vez que participo. Daqui para frente, virei mais vezes. Tem tantas formas de ajudar. Às vezes são pedidos simples, de roupas, ursos de pelúcia, bonecos... Estou escolhendo as cartas para dividir com o pessoal do meu trabalho – afirma Sabrina da Silva Pereira, funcionária de um salão de beleza.
Foto:Divulg.Memorial
Já Maria Francisca Busanello é uma veterana nas doações. Faz quase dez anos que lê as cartas e sempre se sensibiliza com as frases. Lembra, com os olhos encharcados de lágrimas, o fato que motivou tanto engajamento. Seu filho, na época com sete anos, escreveu uma carta para o Papai Noel, pedindo um jogo. Na data comemorativa, os vizinhos do prédio vieram avisá-la que os Correios trouxeram um material para eles. Com muita curiosidade, o menino abriu o pacote e viu o seu anseio concretizado. Atualmente não são só os presentes no aspecto físico que Maria quer distribuir. Ela espera multiplicar o amor.
– Fiquei mais feliz do que ele. É simplesmente mágico – define Maria Francisca, após um longo silêncio dominado de emoção.
As cartas, com caligrafia infantil e caprichados desenhos, tocam o coração de todos. Papéis recheados de fantasia, imaginação e esperança reavivam os leitores. Claudia Belomo faz a escolha com bases nas histórias. O valor dos objetos é um segundo critério. Segundo ela, os pedidos são bastante diversificados, desde materiais escolares até bicicletas.
Bicicletas são também um motivo constante nas mensagens que Darlon Cecchi examina. Ele prefere aquelas que se referem a vestimentas de super-heróis. Assim lembra-se das brincadeiras de sua própria infância.
– Nunca me negaram nada, agora quero ajudar os outros também. Queria ser o carteiro só para ver a alegria das crianças no momento de receber o pacote – confessa Cecchi.
Da esq.à dir.: Sabrina da Silva Pereira, Maria Francisca Busanello, Claudia Belomo e Darlon Cecchi. Foto: Divulg.Memorial
Por que os pais costumam presentear as meninas com bonecas e meninos com carrinhos? Esse e outros questionamentos são levantados na mostra Brinquedo é coisa séria, organizada pelo curso de Museologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que pode ser visitada até o dia 1º de dezembro na Sala de Múltiplos Usos do Memorial do Rio Grande do Sul. Com entrada gratuita, a exposição se dirige tanto a adultos como a crianças, para juntos repensarem velhos hábitos que predominam no imaginário coletivo. A visitação ocorre de terças a sextas-feiras, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 17h.
Objetos comuns ao universo infantil estão expostos, montados de forma inusitada, a fim de provocar uma reflexão sobre o papel do brinquedo na formação da identidade e das diferenças. Barbie dirigindo automóvel, Batman limpando a casa e Capitão América preparando o jantar são exemplos da proposta feita pelo grupo de estudantes e professores. De modo não convencional, eles convidam o público a explorar as relações de gênero estimuladas nas brincadeiras.
O espaço é dividido em três eixos principais, separados por cores. O primeiro remete à importância do brincar como meio de inserção social. Apresenta um painel de fotografias, vídeos e mesa de percepção, para que o visitante relembre sua infância e os valores que lhe foram transmitidos nessa etapa da vida. O segundo demonstra as diferenças de gênero estabelecidas nos brinquedos. O terceiro eixo sugere uma desconstrução dos papéis sociais através de bonecos em situações diferentes daquelas que lhe foram predeterminadas nas campanhas publicitárias.
Recursos de acessibilidade foram aplicados na exposição. Há mediação por libras (mediante agendamento), acervo tátil, vídeos com legendas em português, vídeo com autodescrição, material em braile, material para quem tem baixa visão e o local é amplo o suficiente para a circulação de cadeiras de rodas.
Paralelamente à mostra, acontecem eventos para aprofundar a discussão e reexaminá-la sob o aspecto lúdico. No dia 27 de novembro (terça-feira), das 16h às 17h30, ocorrerá a palestra Pedagogias de Gênero: educando meninos e meninas. No dia 28 (quarta-feira), das 10h às 11h, alunos da 2º ao 5º ano poderão participar da Contação de Histórias. Uma oficina de confecção de brinquedos reciclados, com o Jardineiro, artesão da Sucata, será realizada nos dias 21, 23, 28 e 30, às 10h30 ou às 15h. Inscreva-se nas atividades pelo e-mail brinquedoecoisaseria@yahoo.com.br
A exposição fotográfica Rostros
e Identidades fica à disposição do público no Espaço Térreo do Memorial RS
até 11 de novembro.
“Fotografar é
compreender os seres humanos, apresentar denúncias e testemunhos, construir
identidades individuais e coletivas”. Esses são os princípios defendidos pelo fotógrafo
equatoriano Eduardo Quintana na exposição Rostros
e Identidades, promovida pelo Ministério da Cultura da República do Equador
e Consulado do Equador em Porto Alegre.
As
38 fotos que compõem a exposição estão divididas em três séries: Equador Tierradentro, Solidão Urbana, Semana
Santa. Quintana selecionou as imagens pelas quais tem mais apreço em sua
trajetória profissional. Para ele, o importante é o olhar antropológico, aquele
que ultrapassa a mecânica da máquina e busca entender as histórias de vida.
“Como um cronista, procuro combater o tempo e o esquecimento. O fotógrafo é um
criador de memórias”, explica. “A câmera nada mais é do que a extensão do nosso
próprio corpo, das nossas pupilas, da nossa sensibilidade”, completa o
expositor.
Os temas
predominantes em suas fotografias são os índios, as crianças e a religião.
Quintana fez retratos de pessoas simples, em momentos também singelos, porém
com expressões que inquietam, questionam e emocionam. Quase todas as imagens
foram captadas com câmera analógica. O fotógrafo reconhece o poder das novas
tecnologias, contudo, enfatiza o quanto tais mecanismos não substituem “o afeto
e as lembranças dos cheiros do quarto escuro onde me sentia mais artesão, mais
padeiro, carpinteiro, ferreiro e jardineiro, em definitivo, mais
‘fotero’”.
“Fotero” foi o
termo que Eduardo Quintana criou para designar a relação amistosa entre
fotógrafo, câmera e sujeito fotografado. Ele lembra que não podem faltar ética,
respeito, empatia e comunicação ao longo do processo fotográfico. “A obra
fotográfica deve ser solidária e transparente”, aconselha. Além disso, a
estética precisa ser levada em consideração. Segundo o equatoriano, é
necessário usar estratégias para compor a caligrafia da luz e esperar o momento
decisivo até apertar o botão de disparo. “Quem manda na foto é a pessoa, é ela quem
emprega personalidade ao trabalho.”
Do dia 20/11 ao dia 1°/12, o Memorial do RS apresentará o Seminário Africanidades 2012: Educação, mídia e racismo.
As vagas são limitadas. Pré-Inscrição pelo fone 32247159 ou pelo e-mail acao-rs@sedac.rs.gov.br
Valor da inscrição R$ 30 reais. Certificado de 40 horas.
Mais informações na sala de Ação Educativa do Memorial do RS.
Abaixo segue a programação:
DIA HORÁRIO
ATIVIDADES
20/11/2012
19:00 horas
Abertura
As
Lei 11.645/2008 e 10.639/2003: epidermalização e luta antirracista na
educação. Um breve histórico.
Prof.
Orson Soares - Licenciado em História pela Unisinos. Pós-Graduando em
História da Cultura Afro-Brasileira pela Universidade Cândido Mendes/RJ.
Sócio-Educador CASEMI ligado ao Círculo Operário Leopoldense. Coordenador do
Coletivo Fanon
Prof. MS. Walter
Günther Lippold
– Licenciado em História pela FAPA. Especialista
em História do Mundo Afro-Asiático. Mestre em Educação pelo PPGEDU/UFRGS,
onde estudou o ensino de História da África e o eurocentrismo nos currículos.
Professor da Rede Municipal de Porto Alegre. Coordenador do Coletivo Fanon.
Uma
Proposta de Aplicação da Lei 11.645/2008: Escola Padre Réus celebra Zumbi
Prof.
José Ernesto Melo – Especialista em Ensino de História e professor da
Rede Pública.
21/11/2012
19:00 horas
Educação, Mídia e Racismo: a análise dos Pensadores
Africanos e da Diáspora
Prof. Orson Soares - Licenciado em História pela Unisinos. Pós-Graduando em
História da Cultura Afro-Brasileira pela Universidade Cândido Mendes/RJ.
Sócio-Educador CASEMI ligado ao Círculo Operário Leopoldense. Coordenador do
Coletivo Fanon.
Educação, Mídia e Racismo: a epidermalização
na Propaganda e no Cinema
Prof. Ms. Walter
Günther Lippold
– Licenciado em História pela FAPA. Especialista
em História do Mundo Afro-Asiático. Mestre em Educação pelo PPGEDU/UFRGS,
onde estudou o ensino de História da África e o eurocentrismo nos currículos.
Professor da Rede Municipal de Porto Alegre. Coordenador do Coletivo Fanon.
22/11/2012
19:00 horas
19 h - Exibição do documentário “A Negação do Brasil” e debate.
23/11/2012
19:00 horas
Mídia e Negritude
Profa. MS. Sátira Machado – Jornalista
Educação e Meios de Comunicação
Profa. Ms. Eliege Moura - Historiadora
24/11/2012
18:00 horas
18 h - Exibição do filme “Uma Onda no Ar” e debate.
27/11/2012
19:00 horas
Afrotheofobia: demonização e perseguição
às religiões de matriz africana
Prof. Hendrix
Silveira
- Graduado em História, Mestrando em Teologia e História. Sacerdote de Matriz
Africana
Documentário: A Tradição do Bará do Mercado
28/11/2012
19:00 horas
Experiência e subversão - da roda ao disco e de volta àroda
Prof.
MS. Deivison Campos - Jornalista. Doutorando em Ciências da
Comunicação (Unisinos). Mestre em História (Pucrs/2006) e especialista em
História Contemporânea (FAPA/1999). Coordena o curso de Comunicação Social -
habilitação em Jornalismo da Ulbra. Pesquisa sobre mídias sonoras e
identidade e pertecimento afro-brasileiro impactadas pelo midiático
A
Música da Diáspora Africana nas Américas como instrumento pedagógico
antirracista
Prof.
Ms. Walter Lippold – Licenciado em História pela FAPA. Especialista em História
do Mundo Afro-Asiático. Mestre em Educação pelo PPGEDU/UFRGS, onde estudou o
ensino de História da África e o eurocentrismo nos currículos. Professor da
Rede Municipal de Porto Alegre. Coordenador do Coletivo Fanon.
Prof.
Orson Soares - Licenciado em
História pela Unisinos. Pós-Graduando em História da Cultura Afro-Brasileira
pela Universidade Cândido Mendes/RJ. Sócio-Educador CASEMi ligado ao Círculo
Operário Leopoldense. Coordenador do Coletivo Fanon.
29/11/2012
19:00 horas
Por que a Literatura Negra é antirracista?
Professor Jorge Fróes- Poeta, professor de Língua Portuguesa e Literatura,
Diretor Cultural da ANC - Associação Negra de Cultura, entidade criada pelo
poeta Oliveira Silveira.
Novas
abordagens da arte Afro-brasileira em sala de aula
Profª
MS. Cláudia Renata Pereira de Campos - Mestre em História
– PUCRS. Especialista em História Africana e Afro-brasileira - FAPA.
Professora de História da escola Neo-humanista Ananda Marga.
30/11/2012
19:00 horas
Mídia Alternativa e Educação
Antirracista
Prof. Orson Soares -
Licenciado em História pela Unisinos. Pós-Graduando em História da Cultura
Afro-Brasileira pela Universidade Cândido Mendes/RJ. Sócio-Educador CASEMi
ligado ao Círculo Operário Leopoldense. Coordenador do Coletivo Fanon.
Prof. Rodrigo dos Santos
Melo – Licenciado em História - Fapa – Membro do Coletivo Fanon
Prof. Lucas Beltrame – Licenciado em História – FAPA. Grafiteiro.
1/12/2012
18:00 horas
18 h - Ações
Afirmativas e os discursos na mídia.
Profª. Dra. Laura López - Antropóloga formada na UBA (Argentina) e
professora do PPG em Saúde Coletiva da Unisinos.
Cultura Política do
Movimento Negro: uma prática antirracista.
Profª. Me. Kelly Moraes - Mestre UFRGS/ Professora Rede Municipal de
Porto Alegre.
Todas terças, quintas e sábados,
às 12h30min, o Memorial do RS apresenta filmes para pensar as relações sociais
e a história do Brasil. Com entrada gratuita, é possível assistir grandes
produções do cinema nacional. Durante novembro, mês da Consciência Negra, será
apresentada uma programação especial sobre essa temática.
Abaixo segue a programação:
Dia 1 (Quinta) – Quanto vale ou é por quilo?
(Dir. Sérgio Biachi)
Dia 3 (Sábado) – Cidade de Deus
(Dir. Fernando Meirelles)
Dia 8 (Quinta) – Notícias de uma guerra particular
A comemoração da data máxima da França aconteceu no Memorial do Rio Grande do Sul.O cônsul-geral Sylvain Itté se despediu do Brasil condecorando o cônsul honorário em Porto Alegre Roner Guerra Fabris. O evento contou com a presença do Prefeito José Fortunati, do Secretário de Estado da Cultura Assis Brasil, assim como, membros do corpo consular e demais personalidades.
Após a interpretação dos hinos da França, do Brasil e do Rio Grande do Sul pela soprano Anabel Alzaibar acompanhada pelos instrumentistas Velytchka Filipova e Filip Filipov ocorreu cerimonia de entrega da medalha Chévalier Dans L’ordre National du Mérite.
Homenagem à data nacional da França
Coquetel oferecido pelo consulado francês
Execução dos Hinos da França, do Brasil e do Rio Grande do Sul
Condecoração Chévalier Dans L'ordre National du Mérite
Consul-geral Sylvain Itté
Cônsul honorário da França Roner Fabris e a esposa Márcia recebem o consul-geral
Cônsul honorário da Suiça Gernot Haeberlin e sua esposa Isabel
Anabel Alzaibar, Sylvain Itté, Márcia Fabris e Roner Fabris
Secretário da Cultura Assis Brasil e a soprana Anabel Alzaibar